Crivella usa funcionários do Senado para arrecadar dinheiro de campanha


Chama a atenção na segunda prestação de contas dos candidatos, divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a generosidade dos funcionários do senador Marcelo Crivella (PRB), bispo da Igreja Universal e candidato ao governo do Rio de Janeiro, com o chefe: quatro subordinados ao parlamentar na Casa doaram 50.000 reais para sua campanha. Em praticamente todos os casos, a verba destinada a ajudar a candidatura do patrão é superior ao rendimento líquido dos servidores públicos. Ao todo, Crivella declarou ter arrecadado 787.564 reais até aqui – o maior montante, recebido de pessoas físicas.

Até o motorista do senador, José André Barbosa, deu uma forcinha para o chefe: doou 5.000 reais – mais do que o total líquido que recebe do Senado, 3.750,82 reais. Barbosa consta na folha de pagamento da Casa como alocado no escritório de apoio do parlamentar em Brasília.

Outros ocupantes de cargos comissionados da Casa também ajudaram a fortalecer a campanha do senador.  A assistente parlamentar Joelma Rossini dos Santos, que tem renda líquida de 4.503,23 reais, doou 5.000 reais ao patrão. Já o assistente parlamentar sênior Maurício Albuquerque Braga repassou 15.000 reais, embora tenha remuneração mensal de 11.054,68 reais. Joelma está lotada no escritório de apoio de Crivella e Braga é alocado na liderança do PRB no Senado.


Outra contribuição generosa veio do analista legislativo Matias Barboza Batista, que doou 25.000 reais – sua remuneração líquida fica em 20.720,28 reais. Ele é servidor efetivo do Senado, lotado no gabinete de Crivella. Até uma aposentada da Casa contribuiu para o senador. Margarett Rose Nunes Leite Cabral deu 20.000 reais, tendo um rendimento líquido da aposentadoria de 20.186,79.

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